UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO
DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Língua Portuguesa III
Prof. Antônio Carlos Xavier
Flávia Bruna Ribeiro da Silva Braga
05.05.09
SILVA, Juremir Machado da. A miséria do jornalismo brasileiro: as (in)certezas da mídia. 2.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. 155p.
RESENHA: ENTRE O APEDREJAMENTO E A LOUVAÇÃO: A ESTRANHEZA.
Folha de São Paulo, Zero Hora, Veríssimo, Chico Buarque. Em outra ocasião a relação entre esses dois veículos da mídia e os dois escritores não faria qualquer sentido. Mas não para o jornalista gaúcho, que se liga ferrenhamente a mídia sulista para desenvolver seus argumentos sobre o jornalismo no Brasil.
O autor não usa de eufemismos para atacar todos os lados da profissão. Os esquerdistas “ilustrados”, os “idiotas tecnológicos”, os bons seguidores das doutrinas midiáticas, a esfera jornalista parece se resumir a um tripé fraco, sem aberturas para a criação, a liberdade e a originalidade.
Convenhamos, o escritor incomoda pela verdade. Apesar de usar de exemplos da própria vida profissional e generalizar o jornalismo de um país inteiro a uma única região (obviamente, aquela em que reside), muitos dos argumentos utilizados por Machado podem (e devem) ser relevados. A serviço do mercado, as reportagens vinculadas aos jornais, revistas e na televisão necessitam agradar quem as recebem. Dominado pelo futebol, o Brasil tem em seu jornalismo muitas vezes um mecanismo de entretenimento, senão futebolístico, ligado as vidas das celebridades, da cultura de massa. No livro, além da crítica ao público, o autor “cutuca” a interferência pelos interesses dos poderosos nas reportagens. O veículo de direita deve servir aos ideais neoliberais latentes do então governo de FHC, o de esquerda deve criticar o sistema e criar ícones que aparentemente fogem as regras, como Chico Buarque, compositor-alvo de Juremir. A obra intriga-nos por mostrar que até mesmo aqueles considerados “revoltados” com toda a sujeira do jornalismo canalha, nada mais são que utópicos seguidores de outra sujeira: a ditadura da ideologia que quer calar os opositores. Quem quer liberdade de expressão e mexer com o sistema ou com os seus “intocáveis” será conduzido indubitavelmente ao ostracismo. Pensamento esse que resume o alerta dado pelo autor.
Apesar do “soco” levado, é preciso lembrar que o jornalismo no Brasil é muito mais complexo que um sistema de mercado ou a subserviência da maioria. Parcial, subjetivo demais, com uma dose de hipocrisia, Machado incomoda em muitas das passagens do livro por ferir o ego de quem lê. A radiografia de uma mídia podre em sua maioria, por ligar-se demais ao rentável e pouquíssimo ao conteúdo (ainda que subjetivo), onde a assinatura vale mais que a informação. A solução? Juremir afirma que a reforma no pensamento é o melhor caminho. Utópico ou visionário? Veremos.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Resumo de Aprendizagem - AULAS [16/04 e 05/05]
Um vídeo foi mostrado como documentário para reflexão do que é mídia e seu papel na sociedade, inclusive com abordagem de conceitos como ética e verdade. Houve debate sobre o assunto. Abordagem dos conceitos de LOGOS, ETHOS E PATHOS. Ethos responde pela personalidade ou carater, movimentos corporais, tom do discurso e marcqas visiveis. O fiador busca construir um carater, corporalidade e esteriótipos. Também houve discusso sobre a incorporação do ethos por um co-enunciador.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Resumo de Aprendizagem [06/04 e 14/04]
Aplicação da primeira avaliação do semestre. Abordagem das leis do discurso (ou máximas conversacionais), analisando os princípios da cooperação, as dimensões da linguagem, as leis do discurso (pertinência, sinceridade, informatividade, exaustividade, modalidade), alem da teoria de preservação das faces positiva e negativas, com a exibição de vídeos-exemplo.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
RESUMO - ILUSÕES PERDIDAS (HONORÉ DE BALZAC)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCOCentro de Artes e Comunicação Social
Departamento de Comunicação Social
Prof. Antônio Carlos Xavier
Discente: Flávia Bruna Ribeiro da Silva Braga
02.03.2009
RESENHA: AMIGOS, AMIGOS. IMPRENSA À PARTE.
BALZAC, Honoré de. A Comédia Humana. Estudo de costumes. Cenas da vida provinciana: Ilusões Perdidas. Tradução de Ivone Castilho Benedetti. Porto Alegre : L&PM, 2007. 628p.
Por muitos considerados o papa do romantismo francês, Honoré de Balzac não deixa a desejar em nada o título que lhe foi apregoado. Diferente de Dante Alighieri em seu ensaio sarcástico sobre a sociedade em A Divina Comédia, Balzac atrela-se aos escondidos e aos detalhes mais sujos da sociedade na qual viveu e extraiu as fontes necessárias para a sua obra prima: Ilusões Perdidas.
Lucien de Rubempré, personagem central da trama, é um poeta ambicioso que se rende aos prazeres parisienses e entra “de cabeça” na esfera jornalística, acreditando ser a profissão uma alavanca para o seu sucesso como escritor. Mas é aí que Balzac se destaca: diferente dos romanceiros típicos de sua época industrial, o autor relata uma trilha sofrida e iludida para o protagonista, sendo, assim, uma história que pretende ser um alerta para aqueles que sonham.
O título de Comédia para o livro de Alighieri tem um significado bom para os seus personagens que terminam no paraíso. Balzac, em sua comédia, distorce o sentido tradicional da palavra, num sarcasmo inteligente à consciência romântica de sua época.
Lucien, no enredo, vive uma onda de “vai-e-vem” entre a hipocrisia da alta sociedade e o sofrimento dos pobres de sua época. É através de uma paixão que o personagem ingressa na sedutora Paris e defronta-se com uma realidade na qual nunca tinha vivido. Impulsionado pelas novidades, o poeta vê-se sozinho e desamparado em sua sobrevivência na capital. Sendo-lhe o único talento a escrita, Lucien torna-se resenhista de livros. Balzac, com sua forma sutil e perspicaz, mostra a partir daí um jovem seduzido pela imprensa. O sucesso vem ao lado da imoralidade de seus artigos.
Não há dúvidas de que a estória de Ilusões Perdidas não terminou no século XIX. O autor, com sua incrível capacidade de relatar a comédia humana – sendo “comédia” aí um leve sinal de sua ironia sagaz – adaptou o enredo às diversas situações e épocas da sociedade. Podemos claramente colocar-nos no lugar de Lucien de Rubempré, viver suas angústias e deparar-nos com a censura e os interesses da mídia, assim como aqueles que não farão parte jornalismo, mas dele usem, têm nesta obra-prima uma cartilha de aprendizagem para a vida e para suas ilusões. Pessimismo ou implicância, a verdade é que a imprensa parece ter seguido fielmente as previsões da mídia como instrumento de interesse de Balzac, que o diga Paulo Coelho.
Departamento de Comunicação Social
Prof. Antônio Carlos Xavier
Discente: Flávia Bruna Ribeiro da Silva Braga
02.03.2009
RESENHA: AMIGOS, AMIGOS. IMPRENSA À PARTE.
BALZAC, Honoré de. A Comédia Humana. Estudo de costumes. Cenas da vida provinciana: Ilusões Perdidas. Tradução de Ivone Castilho Benedetti. Porto Alegre : L&PM, 2007. 628p.
Por muitos considerados o papa do romantismo francês, Honoré de Balzac não deixa a desejar em nada o título que lhe foi apregoado. Diferente de Dante Alighieri em seu ensaio sarcástico sobre a sociedade em A Divina Comédia, Balzac atrela-se aos escondidos e aos detalhes mais sujos da sociedade na qual viveu e extraiu as fontes necessárias para a sua obra prima: Ilusões Perdidas.
Lucien de Rubempré, personagem central da trama, é um poeta ambicioso que se rende aos prazeres parisienses e entra “de cabeça” na esfera jornalística, acreditando ser a profissão uma alavanca para o seu sucesso como escritor. Mas é aí que Balzac se destaca: diferente dos romanceiros típicos de sua época industrial, o autor relata uma trilha sofrida e iludida para o protagonista, sendo, assim, uma história que pretende ser um alerta para aqueles que sonham.
O título de Comédia para o livro de Alighieri tem um significado bom para os seus personagens que terminam no paraíso. Balzac, em sua comédia, distorce o sentido tradicional da palavra, num sarcasmo inteligente à consciência romântica de sua época.
Lucien, no enredo, vive uma onda de “vai-e-vem” entre a hipocrisia da alta sociedade e o sofrimento dos pobres de sua época. É através de uma paixão que o personagem ingressa na sedutora Paris e defronta-se com uma realidade na qual nunca tinha vivido. Impulsionado pelas novidades, o poeta vê-se sozinho e desamparado em sua sobrevivência na capital. Sendo-lhe o único talento a escrita, Lucien torna-se resenhista de livros. Balzac, com sua forma sutil e perspicaz, mostra a partir daí um jovem seduzido pela imprensa. O sucesso vem ao lado da imoralidade de seus artigos.
Não há dúvidas de que a estória de Ilusões Perdidas não terminou no século XIX. O autor, com sua incrível capacidade de relatar a comédia humana – sendo “comédia” aí um leve sinal de sua ironia sagaz – adaptou o enredo às diversas situações e épocas da sociedade. Podemos claramente colocar-nos no lugar de Lucien de Rubempré, viver suas angústias e deparar-nos com a censura e os interesses da mídia, assim como aqueles que não farão parte jornalismo, mas dele usem, têm nesta obra-prima uma cartilha de aprendizagem para a vida e para suas ilusões. Pessimismo ou implicância, a verdade é que a imprensa parece ter seguido fielmente as previsões da mídia como instrumento de interesse de Balzac, que o diga Paulo Coelho.
Resumo de Aprendizagem [AULAS 26/03 e 31/03]
Abordagem de exemplos para a resenha a ser entregue no dia 02/04, com ênfase no meio jornalistico de resenhas literárias. Estruturação de uma resenha com Introdução, desenvolvimento e conclusão e os aspectos necessários no texto. Abordagem das diferentes pespectivas de análise da lingua, entre elas, a dicotômica, a culturalista, a variacionista e a sociointeracionista.
sexta-feira, 27 de março de 2009
RESUMO - ORALIDADE E LETRAMENTO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO
DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Língua Portuguesa III
Prof. Antônio Carlos Xavier
Discente: Flávia Bruna Ribeiro da Silva Braga
24.03.09
MARCUSHI, Luiz Antônio. ORALIDADE E LETRAMENTO. In: ______. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo : Cortez, 2001. Capítulo 1. P. 17-43.
RESUMO:
O capítulo conceitua, desmitifica e explicita as diversas formas de se encarar a escrita e a fala, a oralidade e o letramento, de acordo com as visões científicas da linguagem. Sendo a oralidade compreendida como os recursos sonoros usados na comunicação, na qual abarca a fala, e o letramento como a relação dos sujeitos com os recursos gráficos, nos quais inclui a escrita, a evolução histórica mostra-nos diferentes formas de relações entre o escrito e o falado. A perspectiva dicotômica, por exemplo, afirma que ambas as manifestações (oral e escrita) são pólos opostos da linguagem, diferente da visão culturalista que acredita serem as mudanças na sociedade o ponto crucial para a diferenciação das práticas. Já a perspectiva variacionista se aproxima mais do conceito defendido pelo autor, a sociointeracionista, acreditando aquela que são as variações e as regularidades das formas lingüísticas distintas que marcam as características da fala e da escrita, enquanto esta última baseia-se nas condições sociais, nos processos de formação de sentidos, nos fatos culturais, nos gêneros textuais, nos fenômenos cognitivos e no seu uso para a sociedade. Para o autor, portanto, o conceito de oralidade e escrita não podem ser resumidos a opostos, pois que são partes inerentes do mesmo sistema da língua.
Palavras-chave: Fala. Escrita. Oralidade. Letramento.
CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO
DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Língua Portuguesa III
Prof. Antônio Carlos Xavier
Discente: Flávia Bruna Ribeiro da Silva Braga
24.03.09
MARCUSHI, Luiz Antônio. ORALIDADE E LETRAMENTO. In: ______. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo : Cortez, 2001. Capítulo 1. P. 17-43.
RESUMO:
O capítulo conceitua, desmitifica e explicita as diversas formas de se encarar a escrita e a fala, a oralidade e o letramento, de acordo com as visões científicas da linguagem. Sendo a oralidade compreendida como os recursos sonoros usados na comunicação, na qual abarca a fala, e o letramento como a relação dos sujeitos com os recursos gráficos, nos quais inclui a escrita, a evolução histórica mostra-nos diferentes formas de relações entre o escrito e o falado. A perspectiva dicotômica, por exemplo, afirma que ambas as manifestações (oral e escrita) são pólos opostos da linguagem, diferente da visão culturalista que acredita serem as mudanças na sociedade o ponto crucial para a diferenciação das práticas. Já a perspectiva variacionista se aproxima mais do conceito defendido pelo autor, a sociointeracionista, acreditando aquela que são as variações e as regularidades das formas lingüísticas distintas que marcam as características da fala e da escrita, enquanto esta última baseia-se nas condições sociais, nos processos de formação de sentidos, nos fatos culturais, nos gêneros textuais, nos fenômenos cognitivos e no seu uso para a sociedade. Para o autor, portanto, o conceito de oralidade e escrita não podem ser resumidos a opostos, pois que são partes inerentes do mesmo sistema da língua.
Palavras-chave: Fala. Escrita. Oralidade. Letramento.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Resumo de Aprendizagem [ AULAS 19/03 e 25/03]
Aprendemos o conceito de dialogismo, sendo o EU e o Tu fundamentais para a comunicação, sendo o EU o locutor (podutor do enunciado) e o TU o interlocutor respondente, que pode concordar, discordar ou até mesmo complementar o enunciado. Também foi abarcado o conceito de enunciado e dos recursos para a explicitação do dialogismo, sendo as perguntas (reais ou retóricas), os marcadores conversionais e as antecipações das réplicas do interlocutor conceitos fundamentais para a explicitação. Foi também desenvolvido uma leitura correlata onde foi pedido exemplos de dialogismo na comunicação.
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